Relatórios

Quatro produtos. Uma leitura integrada do ciclo brasileiro.

Distribuição exclusiva a clientes Português e Inglês
19 | 10 | 2026 P&S

A inversão do ciclo político cobra (caro) seu preço

Boletim Semanal

Lula enfrenta um cenário desfavorável em sua tentativa de reeleição. A economia está desacelerando, apesar da enorme quantidade de estímulos concedidos, e a inflação segue elevada, enquanto bilhões são gastos pelo governo para conter artificialmente os preços dos combustíveis. As pesquisas mostram a vantagem de Flávio Bolsonaro, que pode ser ainda maior se o viés observado do primeiro turno se repetir. Diante desse quadro, o governo acelerou o anúncio de uma série de medidas populistas, algumas já aprovadas pelo Congresso, outras ainda restritas a promessas. O custo não se limita ao gasto direto, que já é elevado, afetando também os juros e, com eles, famílias e empresas que enfrentam uma situação financeira frágil. Mais parecendo ser pautada pelo desespero, tal estratégia deixa uma pesada herança fiscal, sem garantir o resultado desejado nas urnas.

01 · Relatório semanal

Boletim Semanal

Acompanhamento semanal do cenário

Nosso produto regular: cobrimos os principais desenvolvimentos da semana — política monetária, política fiscal, atividade e cenário externo —, conforme a relevância para análise do cenário macroeconômico.

Frequência
Semanal
Política monetária Inflação Atividade Fiscal
Últimos relatórios
  • 19 | 10 | 2026

    A desaceleração da economia e a inflação elevada pressionam a tentativa de reeleição de Lula. Novas medidas eleitorais ampliam o custo fiscal e os juros, sem garantir o resultado desejado nas urnas.

  • 13 | 10 | 2026

    O otimismo do mercado após o primeiro turno depende de reformas em um eventual governo Flávio Bolsonaro. O ajuste fiscal é necessário, e ganhos de produtividade serão decisivos para sustentar o crescimento.

  • 28 | 09 | 2026

    O cumprimento formal do arcabouço fiscal depende de metas menores, deduções maiores e medidas parafiscais. Déficit e dívida crescentes reforçam a necessidade de reformar as regras do gasto obrigatório.

  • 21 | 09 | 2026

    A atividade segue desacelerando apesar dos estímulos eleitorais. O endividamento e a deterioração financeira de famílias e empresas limitam a transmissão do crédito e elevam o risco de desaceleração mais intensa.

  • 08 | 09 | 2026

    O pequeno superávit previsto no orçamento de 2027 depende de receitas otimistas e despesas subestimadas. A proposta permanece insuficiente para estabilizar a dívida pública.

  • 24 | 08 | 2026

    A dívida bruta deve atingir 83% do PIB no fim do ano. Sem mudanças na dinâmica das despesas obrigatórias, a política fiscal e a alta dos juros internacionais mantêm a pressão sobre o custo da dívida.

  • 17 | 08 | 2026

    A atividade desacelerou mais do que o esperado apesar dos estímulos de crédito anunciados para o ano; o canal é limitado pela seleção dos bancos e pelo comprometimento de renda recorde das famílias, o que eleva riscos ao sistema financeiro sem impulsionar a atividade como pretendido.

  • 10 | 08 | 2026

    A queda do rendimento real no segundo trimestre ocorre com o desemprego ainda perto das mínimas, refletindo forte desaceleração dos salários nominais; sem aumento da ociosidade, o risco de reversão é relevante, sustentando nossa visão de convergência da inflação cada vez mais distante.

  • 27 | 07 | 2026

    Os juros reais longos brasileiros operam em níveis elevados, em parte por fatores externos; sem sinais de consolidação fiscal e diante de risco de reeleição de Lula, vemos espaço para pressão adicional.

  • 20 | 07 | 2026

    Dados de alta frequência mostram desaceleração da atividade no segundo trimestre, ainda que com resiliência em alguns setores, refletindo o embate entre política monetária restritiva e estímulos fiscais e de crédito cujos efeitos plenos só devem aparecer no segundo semestre.

  • 06 | 07 | 2026

    Análise dos principais candidatos à presidência: Lula e Flávio Bolsonaro lideram com alta rejeição, enquanto Caiado e Zema ganham espaço como alternativa à polarização.

  • 29 | 06 | 2026

    Os dados de inflação e mercado de trabalho são insuficientes para sustentar a continuidade dos cortes da Selic; o cenário base para agosto é de pausa no ciclo de afrouxamento.

  • 22 | 06 | 2026

    A dívida pública segue em trajetória de alta e, mantida a política fiscal atual, não vemos sinais de reversão.

22 | 09 | 2026 P&S

Copom Watch: Compasso de espera

Informe Especial

A ata do Copom, em linha com o comunicado que se seguiu à reunião da semana passada, trouxe relativamente poucos elementos novos à discussão de política monetária. Isso reforça nossa percepção de novo corte de 0,25 p.p. na próxima reunião, condicionado ao resultado da eleição em função do provável comportamento do dólar em cada cenário eleitoral.

02 · Relatórios Especiais

Informe Especial

Estudos pontuais sobre o que importa

Publicação variável, dedicada a eventos específicos: decisões do Copom, divulgações fiscais, choques externos e questões de política econômica que demandem tratamento técnico mais extenso.

Frequência
Variável
Copom Política fiscal Choques externos Estrutural
Últimos relatórios
  • 22 | 09 | 2026

    A ata reforça a perspectiva de novo corte de 0,25 p.p., condicionado ao cenário eleitoral e cambial. A desaceleração da atividade convive com um mercado de trabalho aquecido e expectativas desancoradas.

  • 16 | 09 | 2026

    O Copom reduziu a Selic para 13,75% e sinalizou continuidade da calibração, apesar de manter a projeção de inflação acima da meta no horizonte relevante.

  • 10 | 09 | 2026

    A recessão de 2014–2016 deixou perdas persistentes de produto. Demografia e produtividade limitam o crescimento potencial a cerca de 1,7% ao ano, mesmo sob hipóteses otimistas.

  • 01 | 09 | 2026

    O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, confirmando a perda de fôlego da demanda doméstica. A baixa capacidade de expansão sustentável limita o alívio sobre o hiato do produto e a inflação.

  • 11 | 08 | 2026

    A Ata do Copom é mais dovish do que a de junho, com leitura mais benigna de atividade, mercado de trabalho e inflação; ainda vemos a Selic caindo para 13,75% ao final do ano, provavelmente no último trimestre.

  • 05 | 08 | 2026

    O Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14% ao ano, em comunicado mais dovish; a convergência da inflação à meta, porém, segue empurrada para um horizonte cada vez mais distante.

  • 22 | 07 | 2026

    O Copom raramente diverge da trajetória de juros prevista pelo Focus mesmo quando as projeções de inflação do BC ficam acima da meta, evidenciando preferência por uma convergência mais lenta e maior inércia inflacionária.

  • 23 | 06 | 2026

    A Ata do Copom reconheceu a deterioração do cenário inflacionário em todas as dimensões relevantes, mas o comitê optou por continuar o ciclo de calibração e reduzir a Selic em mais 0,25 p.p.

  • 17 | 06 | 2026

    Numa reunião mais longa do que a habitual o Copom acabou decidindo por mais uma redução de 0,25 p.p. na meta para a taxa Selic, para 14,25% ao ano.

  • 08 | 06 | 2026

    A persistência de elevadas taxas de juros tem levado a propostas de aumento da meta para a inflação no Brasil, atualmente fixada em 3%.

out. 2026 P&S

Esperanças adiadas, até quando?

Fotografia

A eleição para presidente da República em 2026 trouxe frustrações àqueles que se preocupam com o descompasso crescente entre as potencialidades do país e os pífios resultados colhidos durante os últimos governos. Cada vez mais polarizados, esses governos tiveram presidentes que governaram para “os seus” – seguidores, parentes e amigos −, e não para todos, buscando o bem comum. Havia a esperança de que um candidato da terceira via pudesse juntar as virtudes da direita – empenho na qualidade das regras e em seu cumprimento, começando pela responsabilidade fiscal e estendendo-se à redução da corrupção e da criminalidade –, com as da esquerda – redução da desigualdade e investimentos em uma rede de proteção social justa e eficiente. O país precisa do “pai” – lei e ordem – e precisa da “mãe” – alimento e cuidado com os filhos.

03 · Relatório Mensal

Fotografia da Economia Brasileira

Os números que definem o ciclo, organizados.

Compilamos os principais indicadores relevantes da economia brasileira — atividade, inflação, contas públicas, setor externo, mercado de trabalho e crédito — acompanhados de leitura analítica das tendências em curso.

Frequência
Periódico
Atividade Inflação Setor externo Trabalho Crédito
Últimos relatórios
  • out. 2026

    A polarização frustrou a expectativa de uma alternativa de terceira via. A sociedade civil ampliou o debate de propostas para recolocar o país na rota do crescimento sustentável.

  • set. 2026

    A edição analisa as dificuldades de Lula na disputa eleitoral, a frustração das famílias endividadas e os riscos de continuidade da política econômica em um cenário de fragilidade fiscal.

  • ago. 2026

    O déficit público nominal atinge 10% do PIB e a dívida sobe para 82% do PIB desde 2022, elevando o temor de correção de ativos caso cresça a chance de reeleição de Lula.

  • jul. 2026

    O engessamento eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro deve ser testado a partir de agosto, com o início formal da campanha e novos capítulos do caso Master.

  • jun. 2026

    Governos fracos, capturados por interesses de grupos, favoreceram o crescimento generalizado do crime organizado no Brasil e na América Latina.

  • mai. 2026

    O conflito no Oriente Médio afetou consideravelmente as condições econômicas globais e, consequentemente, também as brasileiras.

14 | 09 | 2026 P&S

A Conta Chegou

Quarterly Outlook

O cenário combina juros internacionais mais altos, pressionados pelo conflito no Golfo Pérsico e pelo aumento das taxas reais de longo prazo, com perda de fôlego da demanda doméstica brasileira. O endividamento das famílias limita a resposta aos estímulos de crédito, enquanto a baixa produtividade restringe o crescimento potencial e dificulta a convergência da inflação. Projetamos expansão do PIB de 2,0% em 2026 e 1,4% em 2027. A estabilização da dívida exige um programa crível de consolidação fiscal, com reformas nas regras de evolução do gasto obrigatório. A transição política pode abrir espaço para esse ajuste, mas sua execução dependerá do compromisso e da capacidade do próximo governo.

04 · Relatório Trimestral

Quarterly Outlook

Relatório trimestral de indicadores, cenário e projeções

Consolidamos trimestralmente nossa leitura da economia brasileira: editorial de cenário seguido de indicadores selecionados e projeções para atividade, inflação, juros, câmbio, contas públicas, dívida e setor externo.

Organizamos séries históricas e estimativas prospectivas, permitindo acompanhar revisões de PIB, IPCA, Selic, câmbio, resultado primário, dívida pública, balança comercial e transações correntes.

Frequência
Trimestral
PIB e atividade Inflação Selic Câmbio Fiscal e dívida Setor externo
Últimos relatórios
  • 14 | 09 | 2026

    Juros globais mais altos e perda de fôlego da demanda doméstica marcam o cenário. O Quarterly projeta crescimento de 2,0% em 2026 e 1,4% em 2027 e destaca a necessidade de reformas fiscais.

  • 15 | 06 | 2026

    O cenário econômico mudou bastante ao longo do segundo trimestre do ano, muito pela profundidade e extensão da crise geopolítica no estreito de Ormuz.

  • 16 | 03 | 2026

    Embora esperemos um ciclo de afrouxamento monetário em 2026, a desaceleração da economia, marcante no segundo semestre do ano passado, ainda deverá se manifestar neste ano.

  • 15 | 12 | 2025

    A desaceleração da economia em 2025, expressa em crescimento na casa de 2,3% para este ano contra 3,4% no ano passado, deve continuar em 2026. Em nosso cenário central, a expansão do produto no ano que vem deve ficar ao redor de 1,8%, ainda refletindo o efeito da elevação da taxa

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